Em assembleia da categoria, os metroviários de São Paulo decidiram na noite desta sexta-feira dar continuidade à greve, iniciada na quinta. A paralisação deve perdurar pelo menos até o domingo, quando está marcado o julgamento do dissídio da greve, às 10h, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Até lá, não há mais audiências de conciliação agendadas. Segundo o TRT, independentemente do resultado do julgamento, os metroviários deverão voltar ao trabalho logo após a sessão. Mas os trabalhadores dizem que a greve é por tempo indeterminado.
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A Companhia do Metropolitano (Metrô) manteve hoje, em audiência no TRT, sua última proposta de reajuste salarial aos metroviários, de 8,7%, apresentada ontem. Os mediadores do tribunal chegaram a propor que a empresa apresentasse um aumento de, ao menos, 9%. O Metrô, no entanto, não aceitou.
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Os mediadores propuseram então que fosse dado um aumento de 8,8%, e que a participação nos lucros e resultados fosse dividida igualmente entre os empregados, uma das reivindicações dos grevistas. A empresa negou novamente.
Os metroviários afirmaram, no início da sessão, que poderiam diminuir o pedido de reajuste, de 12,2%, apresentado ontem, desde que houvesse avanço na proposta da empresa. Foi a quinta reunião de conciliação entre as partes que terminou sem acordo.
O maior entrave da negociação é o índice de reajuste. O sindicato dos metroviários pedia, inicialmente, 35,47% de aumento. O valor foi então reduzido para 16,5% e então, na última audiência, para 12,2%. O Metrô ofereceu 5,2%; 7,98% e, finalmente, 8,7%.
Como alternativa à greve, os metroviários propuseram, novamente, a abertura das catracas à população e o desconto do dia de trabalho dos funcionários. A empresa, no entanto, negou, alegando que o Metrô não pode abrir mão da receita, por se tratar de recursos públicos. Para tanto, segundo o Metrô, seria necessário um processo legislativo.
Por decisão da Justiça, 100% os metroviários estão obrigados a, mesmo em greve, trabalhar nos horários de pico e 70% nos demais períodos. A decisão é questionada pelos trabalhadores.
O Metrô informou que o número de pessoas transportadas ontem foi o equivalente a 25% do que é registrado em um dia normal.
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Em assembleia, metroviários de SP decidem manter greve
Em assembleia da categoria, os metroviários de São Paulo decidiram na noite desta sexta-feira dar continuidade à greve, iniciada na quinta. A paralisação deve perdurar pelo menos até o domingo, quando está marcado o julgamento do dissídio da greve, às 10h, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Até lá, não há mais audiências de conciliação agendadas. Segundo o TRT, independentemente do resultado do julgamento, os metroviários deverão voltar ao trabalho logo após a sessão. Mas os trabalhadores dizem que a greve é por tempo indeterminado.
São Paulo linhas especiais durante o final de semana; confira alternativas
A Companhia do Metropolitano (Metrô) manteve hoje, em audiência no TRT, sua última proposta de reajuste salarial aos metroviários, de 8,7%, apresentada ontem. Os mediadores do tribunal chegaram a propor que a empresa apresentasse um aumento de, ao menos, 9%. O Metrô, no entanto, não aceitou.
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Reunião no TRT tenta acordo entre Metrô e sindicato em SP
Os mediadores propuseram então que fosse dado um aumento de 8,8%, e que a participação nos lucros e resultados fosse dividida igualmente entre os empregados, uma das reivindicações dos grevistas. A empresa negou novamente.
Os metroviários afirmaram, no início da sessão, que poderiam diminuir o pedido de reajuste, de 12,2%, apresentado ontem, desde que houvesse avanço na proposta da empresa. Foi a quinta reunião de conciliação entre as partes que terminou sem acordo.
O maior entrave da negociação é o índice de reajuste. O sindicato dos metroviários pedia, inicialmente, 35,47% de aumento. O valor foi então reduzido para 16,5% e então, na última audiência, para 12,2%. O Metrô ofereceu 5,2%; 7,98% e, finalmente, 8,7%.
Como alternativa à greve, os metroviários propuseram, novamente, a abertura das catracas à população e o desconto do dia de trabalho dos funcionários. A empresa, no entanto, negou, alegando que o Metrô não pode abrir mão da receita, por se tratar de recursos públicos. Para tanto, segundo o Metrô, seria necessário um processo legislativo.
Por decisão da Justiça, 100% os metroviários estão obrigados a, mesmo em greve, trabalhar nos horários de pico e 70% nos demais períodos. A decisão é questionada pelos trabalhadores.
O Metrô informou que o número de pessoas transportadas ontem foi o equivalente a 25% do que é registrado em um dia normal.
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