quinta-feira, 19 de junho de 2014

‘Demos voto de confiança e fomos traídos’, diz PM sobre ato do MPL

A Polícia Militar responsabilizou o Movimento Passe Livre (MPL) pelos atos de depredação que ocorreram durante o ato na tarde desta quinta-feira (19), na Zona Oeste de São Paulo. O protesto celebrava um ano da derrubada do aumento na tarifa do transporte público em São Paulo. Segundo o coronel Leonardo Torres Ribeiro, comandante do policiamento da capital, a PM atendeu o pleito do movimento, que enviou um oficio à corporação pedindo que o efetivo se mantivesse afastado. “Demos voto de confiança e fomos traídos. Nós acreditamos que, por ser um movimento que tem liderança, e eles se comprometeram aqui bem explicitado. Está aqui. Formalizaram, não houve diálogo. Dentro do respeito à manifestação, que nós temos tido com todos os segmentos, respeitamos aqui também. E a nossa estratégia de policiamento foi essa”, afirmou Ribeiro ao mostrar o oficio, durante coletiva de imprensa nesta noite. Ao G1, os militantes do MPL disseram que a acusação "é uma tentativa de criminalizar os movimentos sociais". O protesto terminou com quatro agências bancárias na Avenida Rebouças depredadas e a destruição de carros de luxo em uma concessionária na Marginal Pinheiros. Ainda de acordo com o coronel, o MPL enviou um ofício à Secretaria da Segurança Pública (SSP) avisando que faria a manifestação de um ano da revogação. No texto, eles forneciam a data, o itinerário, local de concentração, e pediam para a PM ficar afastada. “Atribuímos ao MPL essa depredação. Foram eles que formalizaram esse pleito.” No início da entrevista coletiva, o coronel da PM fez questão de destacar os dois últimos parágrafos do ofício enviado pelo MPL à Secretaria da Segurança Pública, que diziam: “Entendemos que a manifestação pretende promover uma ocupação lúdica da cidade e nos causa preocupação a presença ostensiva da PM de SP que tem impedido em atos recentes que as manifestações ocorram dentro das propostas de seus organizadores. Citamos como exemplo principal o ato do 15 de maio, organizado pelo Comitê Popular da Copa de São Paulo, que transcorria sem conflitos, até que provocações pela grande proximidade de manifestantes e policiais deflagrou uma brutal repressão e o fim da manifestação com menos de 15 minutos de ato.

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